quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PROJETO PEDAGÓGICO INTERDISCIPLINAR – LEITURA E ESCRITA

ESCOLA MUNICIPAL VICENTINA ABREU SILVA


PROJETO PEDAGÓGICO INTERDISCIPLINAR – LEITURA E ESCRITA

LETRAMENTO: “Imagens, gestos, palavras e sons: o possível diálogo universal”

“Ler não é caminhar e nem voar sobre as palavras. Ler é reescrever o que estamos
lendo, é perceber a conexão entre o texto e o contexto e como vincula com o meu
contexto.”
(Paulo Freire)
TEMA: Leitura e escrita dos gêneros textuais encontrados na atualidade

DISCIPLINAS: Português, História, Geografia, Ciências

PÚBLICO ALVO: Alunos do 6º e 9º anos

PERÍODO: Setembro de 2009 ao final do ano letivo

JUSTIFICATIVA:
Há muito se tem solicitado aos professores ultrapassar os estreitos limites da sala de aula e apresentar propostas de atividades que possibilitem ao aluno analisar a produção artística e cultural através de imagens, gestos, palavras e sons, valorizando assim toda uma identidade cultural de um povo.

OBJETIVOS GERAIS :
A idéia é que os alunos encontrem diferentes caminhos para compreender e expressar suas idéias sobre temas fundamentais do mundo contemporâneo, por meio de diferentes formas de expressão - tanto as mais tradicionais, como poesia, teatro, música, quanto modalidades mais contemporâneas, como vídeos-poemas, animações e outras manifestações artísticas.

Os alunos deverão refletir sobre temas que afetam a sua própria vida, que muitas vezes parecem distantes, pois não são inseridos no mundo fechado em que vivemos, seja um determinado ambiente urbano, uma determinada classe social ou mesmo uma tribo. O objetivo é provocar os alunos a saírem de sua individualidade para manifestar suas idéias, que construam seu ponto-de-vista e que sejam capazes de apresentá-lo por diferentes caminhos.
�� Aquisição de conhecimentos lingüísticos por meio da leitura.
�� Saber diferenciar os diversos gêneros textuais.
�� Considerar a prática da leitura como fonte de aquisição de conduta sociais.
�� Conhecer os textos de acordo com a função, organização e estrutura.
�� Formar opinião sobre os diversos assuntos expressos nos textos lidos.
�� Adquirir experiências para desenvolver o imaginário por meio dos textos literários.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
�� Propiciar o contato do aluno com diferentes obras literárias, incentivando o prazer da leitura.
�� Ampliar o repertório vocabular, a partir de consulta ao dicionário.
�� Interpretar mensagens explícitas e implícitas na obra lida.
�� Identificar elementos que caracterizam a narrativa.
�� Representar a obra por meio de exposição artística.
�� Montar um quadro com as características básicas do conto.
�� Relacionar características físicas e comportamentos das personagens para traçar seu perfil psicológico.
�� Observar personagem, ação, tempo e espaço na narrativa e exercitar o emprego desses elementos na produção do conto.
�� Produzir contos, tomando como base a noção de enredo e suas partes.
�� Conhecer os gêneros textuais encontrados nas revistas e nos jornais.
�� Possibilitar ao aluno o acesso aos meios de comunicação escrita.
�� Dinamizar a leitura e a escrita.
�� Valorizar os conhecimentos prévios do aluno, habilitando-o a expressar idéias, sentimentos e opiniões.
�� Propiciar ao aluno refletir e entender que a leitura pode ser fonte de informações, de prazer e de conhecimento.
�� Propiciar a reflexão e a análise sobre aspectos da língua e da linguagem, reconhecendo que os mesmos elementos de uma palavra falada podem ter significados diferentes na escrita.
�� Desenvolver a competência de identificar os pontos mais relevantes de um texto.
�� Expressar sentimentos, experiências, idéias e opções individuais a partir dos temas apresentados nos livros.
�� Conhecer as principais obras e autores da literatura clássica brasileira e universal.
�� Distinguir obras da literatura clássica.
�� Apresentar um seminário em grupo, atentando para a postura de apresentador de seminário e para as orientações relativas aos aspectos que envolvem esse gênero textual.

METODOLOGIA

ATIVIDADES PROPOSTAS:
O projeto está sendo desenvolvido em forma de oficinas interdisciplinares..

1) OFICINA DO LETRAMENTO NA SALA DE AULA (CICLO II - ÁREAS)

O trabalho de letramento que preconiza práticas e atividades escolares mais aproximadas das práticas sociais letradas em favor da cidadania crítica e consciente relaciona-se à visão de leitor/produtor de textos eficaz e competente da linguagem escrita, imerso em práticas sociais e em atividades de linguagem letradas, que, em diferentes situações comunicativas, utiliza-se dos gêneros do discurso para construir ou reconstruir os sentidos de textos que lê ou produz.
( Rojo,R H R)







Como conseguir este resultado se a realização desse trabalho ficar a cargo de um só professor. O de Língua Portuguesa?

Para reverter esse quadro, na perspectiva do letramento, é necessário que todos os professores, independente da sua formação específica nas diferentes áreas do conhecimento, percebam a necessidade de se integrarem na prática escolar com o compromisso de assumir um trabalho coletivo,voltado para a formação do leitor/produtor de textos.

Os professores do ciclo II de uma escola organizada em disciplinas/áreas promovem o desenvolvimento das habilidades comuns de oralidade, leitura e escrita, como direito e compromisso de todos quando em suas aulas criam situações de aprendizagem em que os alunos são estimulados e orientados a :

- realizar leituras em diferentes gêneros textuais, com diferentes portadores e em múltiplas linguagens, nos vários níveis de capacidades de leitura: compreensão, interação e aplicação ;

- coletar, organizar e registrar informações, idéias, fatos, opiniões, conclusões, estabelecendo relações entre idéias, fatos, fenômenos..., em diferentes linguagens e gêneros;

- expor, oralmente, dúvidas, levantar hipóteses e argumentar.

O trabalho com a leitura e a produção de texto feito por todos os professores, dentro da especificidade de cada área, deve garantir a TODOS alunos não só o domínio dos conteúdos, mas ampliar o seu universo de letramento e por conseguinte a sua leitura de mundo. É importante que se dê ênfase ao trabalho com os gêneros textuais recorrentes de cada área.

Considerando que é responsabilidade de todos os professores a ampliação do letramento dos educandos na sala de aula, a superação das dificuldades que eles apresentem em leitura e produção de textos é um trabalho a ser assumido por todos. Sendo assim, é importante os professores trabalharem numa parceria que propõe encaminhamentos que promovam avanços nesse processo de letramento.






Nessa perspectiva, o trabalho do professor feito através de :
- reflexão teórico-prática sobre os processos de construção da escrita;
- oficinas de análise de relatos de prática e de estudos de casos;
- análise da produção dos alunos com o objetivo de planejar o trabalho de reescrita do texto, com a classe e/ou com o aluno;
- planejamento e organização do trabalho prevendo atividades que incluam, também, os alunos que apresentem dificuldades na leitura e na escrita,tais como: atividades diversificadas; o trabalho com a oralidade; produção de texto no coletivo; uso do dicionário; trabalho em duplas (par avançado);afixação de cartazes com as palavras mais usadas no desenvolvimento de temas ou projetos; intervenções durante o processo de registro/ escrita dos alunos...
Assim , ao levantar e analisar os indicadores que os educandos apresentam em relação às dificuldades em leitura e escrita, apontando as intervenções possíveis, a escola estará caminhando na perspectiva da construção coletiva de uma escola que ensine efetivamente a ler e escrever.





2) OFICINA: APRENDENDO COM OS DIFERENTES TIPOS DE TEXTOS

Para o Construtivismo, em relação ao processo de alfabetização, é importante que a pessoa que esteja em tal processo, seja criança, jovem ou adulto, que tenha contato com diferentes tipos de textos, tais como: histórias infantis, romances e literaturas diversas (no caso dos adolescentes e adultos), poesias, parlendas, receitas entre outros.
Por isso, é fundamental que o professor faça a leitura e apresente em sala de aula diferentes tipos de textos.

Duração das atividades: Aproximadamente 100 minutos; 02 aulas.

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Colar cartazes na sala de aula com diferentes tipos de texto, como: músicas, parlendas, texto retirado de jornal, folhetos de supermercado etc.

Estratégias e recursos da aula

As estratégias a serem utilizadas são:

- aula interativa;

- uso de rádio e/ou computador com caixa de som.

AULA 1 - Atividade 1

Dispor os alunos em uma roda para que um clima de diálogo seja criado. O professor faz alguns questionamentos às crianças, como, por exemplo:

- Vocês já ouviram essa música?

- Que tipo de música vocês gostam?

Feito isso, o professor convida os alunos a ouvirem uma música, de sua escolha. É importante que ao fazer isso o professor tenha em mente seu público de alunos, se são crianças, adolescentes ou adultos.

Depois que ouvirem a música o professor faz outros questionamentos.

- Quem já conhecia esta música?

- Vocês gostaram dela?

- Vocês sabiam que toda música pode ser escrita e por isso, é um tipo de texto?

Agora, nós vamos ouvir uma história que se chama “A Primavera da Lagarta” da autora Ruth Rocha.

Apresentar o Recurso.

Recurso:

Após ouvirem o trecho da história, o professor conversa com os alunos e pergunta se elas gostaram da história, pergunta o que elas acharam mais interessante.

O professor, neste momento mostra que tanto a música que elas ouviram como a história são textos, e, que apesar de possuir algumas diferenças, são textos que podem ser escritos por um autor e lidos por diferentes leitores. Por isso é importante que na sala de aula tenha diferentes tipos de textos para auxiliar o professor na explicação e dar a oportunidade aos alunos de conhecer os exemplos.

Atividade 2

Fazer uma lista na lousa sobre os diferentes tipos de textos que as crianças conhecem. Os alunos continuam sentadas em círculo para continuar um clima de diálogo.

Se possível, mostrar às crianças, jornais, revistas, folhetos de supermercados e outros tipos de texto. É importante deixar que as crianças possam folhear os diferentes tipos de textos e falarem as diferenças que existem entre eles.

Atividade 3

Depois que as discussões sobre diferentes tipos de texto forem feitas, e quando o professor perceber que as crianças já são capazes de conhecer a diversidade de gêneros existentes, pedir para que as crianças façam um desenho, sobre a música ou sobre a história que ouviram. Cada aluno fica a vontade para escolher.

Depois disso, o professor, com o auxílio dos alunos coloca os desenhos na parede e pede para que algumas crianças voluntárias expliquem o que desenhou, se optaram por desenhar algo da música ou da história que ouviram.

Assim, o professor apresenta mais um tipo de texto, e explica que um desenho, apesar de não conter palavras, também pode ser um texto, uma vez que é capaz de transmitir uma mensagem e que as pessoas o “lêem”.

AULA 2 - Atividade 1

Ao pedir que os alunos relembrem os tipos de textos que conheceram como poesia, história, textos de jornal, desenho, música, receitas, parlenda entre outros, é importante instigá-los a escolher um tipo destes textos e escrever outro texto, uma poesia, uma receita de algo que conhece inventar uma música.

O professor pode colocar na lousa alguns exemplos destes textos e explicar a estrutura de um poema, de uma música, de uma receita, de uma história etc.

Recursos complementares

Sugere-se que o professor disponha aos alunos outros tipos de textos, conforme elencados acima - receitas, poesias, parlendas, livros de histórias infantis, folhetos de supermercados entre outros, para que a criança possa perceber os diferentes gêneros textuais que existem além de perceber que todos têm suas características peculiares e sua importância. Sugere-se ainda outros recursos para o aprofundamento do conteúdo. Tal como a leitura deste livro: FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo, Cortez, 1998.

Avaliação

A avaliação se dará de forma coletiva em todo o momento da atividade. Por isso, fazer perguntas antes da atividade, com o objetivo de fazer um diagnóstico para saber o que as crianças sabem sobre “Tipos de Textos” existentes e no final da atividade para verificar se elas aprenderam alguns exemplos. A avaliação também pode ser feita através do desenho e do texto que o aluno fez.

3) OFICINA - LEITURA, INTERPRETAÇÃO E EXPRESSÃO DA MÚSICA AQUARELA

TEMA - Leitura, interpretação e expressão da música Aquarela

INTRODUÇÃO

Apesar da importância e da necessidade cada vez maior de expressar com clareza, nota-se uma crescente desmotivação por parte dos alunos quando lhes é proposta uma atividade de leitura e produção de textos. Infelizmente, as atividades de produção de texto nas escolas são percebidas por eles como sem atrativos. Eles não vêem a importância da expressão, não a percebem como meio de contar a própria história, a sua experiência de vida, de manifestar suas idéias e a sua cidadania. Desse modo, neste trabalho, centra-se na leitura e na interpretação de textos, como fator importante para o crescimento intelectual, social e afetivo dos alunos. Ao escolhermos a música “Aquarela” como parte deste projeto, consideramos que o lúdico, o brincar, o ouvir, o desenhar, o falar e o cantar são significativas formas de produção de conhecimentos que se mostram como possibilidades que vão acontecendo e sendo construídas por cada um.

A música “Aquarela” composta por Toquinho juntamente com Vinícius de Moraes, Guido Morra e Maurício Fabrizio é uma obra importante da música popular brasileira. Ela é cantada pelo menos pela maioria dos corais das escolas, por crianças pequenas, jovens e adultos.

A música/poema associa-se ao lúdico brinca com as palavras de um modo descontraído, bom para a criança ouvir e ler. Lida com toda a ludicidade verbal, sonora, muito musical, às vezes a as palavras parecem ser descobertas por meio do jogo, vão se ligando espontaneamente, quase que como aleatórias, fazendo com que os sonhos se movam pela pelo mundo em uma viagem. Nessa brincadeira cada palavra significa mais de uma coisa ao mesmo tempo...

Aquarela resume o conceito do Mundo da Criança, transpõe a pureza do universo infantil, de uma criança disposta a conhecer e colorir o mundo, traduz com muita sensibilidade,a esperança, o desejo de paz e harmonia entre as crianças de todas as nações e mundos. A oficina objetiva estimular a evolução gradativa e a auto-expressão do aluno, de modo a obter um melhor desempenho lingüístico, visual, valorizando a produção literária na compreensão da leitura, da palavra e do mundo. Busca promover o pensamento positivo através do acesso à cultura. Une-se a isso a descoberta do valor da arte com o prazer de ouvir, cantar música e expressar seu conhecimento. articulando áreas de conhecimento como língua portuguesa, música e arte visual,, geografia, envolvendo aspectos transversais como valores humanos

METODOLOGIA

 A metodologia utiliza recursos diversos para um aprendizado eficaz:

 A interdisciplinaridade está presente nas atividades desenvolvidas em interação dinâmica e contínua de troca de conhecimentos em ambiente colaborativo

 Valorização e estímulo da participação ativa e permanentemente do aluno, através de trabalhos e troca de modo a aplicar e compartilhar o conhecimento adquirido

 Aulas expositivas dialógicas com utilização de projetores multimídia, vídeos, CD e apresentação e discussão de texto;

 Trabalhos individuais e em equipe apresentadas em sala para desenvolvimento das habilidades de comunicação e expressão

 Oficina integradora que busca resgatar a temática transversal, de modo a permitir ao aluno a possibilidade de síntese e novas aplicações do conhecimento construído, bem como aplicar o conhecimento adquirido

DESENVOLVIMENTO

_ Apresentação da música em CD

_ Leitura da Letra

_ Interpretação oral e escrita

_ Apresentação do clip da música Aquarela e discussão oral

_ Análise literária da música

_ Análise poética da música

_ Montagem de painel

_ Ensaio musical

_ Apresentação artística para toda a escola

AVALIAÇÃO

Na avaliação o foco não está na aprendizagem do aluno e sim no desenvolvimento de suas competências tais como: Competências pessoais como autoconhecimento, auto-estima, autoconfiança, querer-ser, autoproposição; relacionais que envolvem convívio com a diferença e com o grupo, interação, comunicação, planejamento/trabalho/decisão em grupo; cognitivas relacionadas à leitura e escrita, resolução de problemas, análise e interpretação de dados/fatos/situações, interação crítica com a mídia; Competências produtivas: criatividade, gestão e produção do conhecimento, polivalência e versatilidade.

BIBLIOGRAFIA

PERRENOUD, Philippe. Construindo competências. In Revista Nova Escola.Set./2000, p.19-31.

PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1970.

REY, Bernard. As competências transversais em questão. Trad. Álvaro Lewis. Porto Alegre: ArtMed, 2002.

ProInfo: Informática e Formação de Professores, 2000.

SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o curríulo integrado. Trad. Cláudia Schilling. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

4) OFICINA : GINCANA LITERÁRIA

Poesia

é brincar com palavras

como se brinca

com bola, papagaio, pião.

Só que bola, papagaio, pião

de tanto brincar se gastam.

As palavras não:

quanto mais se brinca com elas

mais novas ficam.

Como a água do rio

que é água sempre nova.

Como cada dia

que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?
(José Paulo Paes)

Inicio este diálogo com você por meio da poesia de José Paulo Paes com a intenção de levá-lo a refletir sobre a leitura como uma brincadeira. É isso mesmo! Ler pode ser uma grande brincadeira de faz-deconta , de pega-pega ou de pique-esconde à medida que usamos as palavras para viajar pela imaginação, pelo mundo da fantasia, no qual tudo pode acontecer. Tudo é possível quando brincamos com as palavras e com elas construímos algo que transmita nossas emoções, medos, frustrações. Elas podem se tornar nossas amigas, companheiras, aliadas poderosas na construção do pensamento, do aprendizado e da reflexão sobre o mundo. Nesta oficina desenvolvida as leituras do mundo se estruturam em diálogos com os interesses/desejos dos estudantes e com as dificuldades/potencialidades dos mesmos.

Acredita-se que a partir da interação com jogos, os estudantes tendem a desenvolver e a aprimorar suas habilidades de leitura, visto que o brincar é prazeroso para a criança, criando um interesse pelo que está sendo feito. A leitura não deve ser identificada como um fardo, ela deve ser identificada como uma atividade que faz parte da vida tal como correr, alimentar-se, jogar ou ver televisão. É preciso construir uma ressignificação social para a linguagem escrita, pois esta não pode ser identificada apenas como algo necessário, como um instrumento de trabalho ou político, mas também como mais um caminho para a busca do prazer.

É necessário identificar a construção de conhecimento com a interação com o outro e com o prazer de experimentar novas possibilidades, sem o medo de errar.

Durante o jogo crianças e adultos simulam, experimentam possibilidades e com isso desenvolvem e ampliam seu potencial mental e suas relações sociais. Durante o brincar são articulados os processos de abstração, de criação e de interação com os múltiplos eventos da realidade. Assim, procurando trilhar um caminho no qual o aprendizado e o prazer estivessem juntos, elaboramos e desenvolvemos atividades de leitura por meio de jogos de palavras e de brincadeiras visando à formação de pessoas potentes para ler e interpretar o mundo.

OBJETIVOS:

- Oportunizar aos alunos a aproximação com a leitura por meio de jogos e brincadeiras a fim de estimular o desejo pela mesma dentro e fora da escola;

- Propiciar relações com as práticas sociais das linguagens escrita e oral, em suas diversas modalidades: imagética, sonora, signos, etc.

- Oportunizar ao aluno: o gosto e o maior envolvimento com a arte em suas diversas formas de expressão;

- Enfatizar a utilização de regras e, por meio destas, construir valores e princípios de respeito ao outro como legítimo outro.

DESENVOLVIMENTO:
1. Primeira atividade - um jogo que consiste na divisão do grupo em dois subgrupos. É um jogo com peças grandes, denominadas de casas, que formam um caminho no chão, no qual o representante de cada grupo joga um dado e anda o número de casas referente ao valor que sair na face do dado, sendo eles mesmos os pinos.

Na medida em que o jogador avançar nas casas, o subgrupo responde perguntas sobre os conteúdos escolares desenvolvidos pela professora até aquele momento, chegando até o final do percurso.

Antes de iniciar o jogo discutir e eleger com eles as regras que orientarão a brincadeira.

2. Segunda atividade - distribuir para as equipes frases de uma música em um envelope lacrado e cada equipe deverá organizar a letra da música, colando na ordem em que eles acreditavam ser a letra da música.

Após ter organizado toda a música, a equipe deverá cantar .

Subseqüentemente solicitar que a equipe faça um desenho correspondendo à releitura da música

Com tal atividade pretende-se demonstrar que a leitura pode ser realizada de diferentes maneiras e que existem diferentes gêneros textuais.

3. Terceira atividade –

Seguir o caminho do trabalho com diferentes linguagens e experimentar uma mesma história contada e vista de diversas formas.

Exibir o filme “Deu a louca na Chapeuzinho”.

Ler a história da “Chapeuzinho Vermelho” , versão tradicional.

A partir destas duas versões da história solicitar aos estudantes que produzam

Coletivamente uma outra versão sobre a “Chapeuzinho Vermelho” e que façam a ilustração do mesmo.


5) OFICINA MÁGICA DE LEITURA






JUSTIFICATIVA: As histórias como um recurso de apoio didático, nos permitem abordar conteúdos e conceitos em qualquer área e nível de aprendizagem, por tratar-se de um material comumente acessado pelos alunos para entretenimento e lazer, sendo um ótimo recurso para a alfabetização. Os textos são coloridos, curtos e sua linguagem, verbal e não verbal, são adequadas à compreensão de sua mensagem.

OBJETIVO GERAL:

Incentivar a leitura das crianças e despertar o interesse pela leitura em quadrinhos, que contém linguagem prática, colorida e com textos curtos, o que prende a atenção da criança fazendo enriquecer a sua criatividade, interpretação e fluência na leitura.

OBJETIVOS:

o Ampliar a capacidade de observação e de expressão;

o Despertar o prazer estético;

o Aguçar o senso de humor e a leitura crítica;

o Correlacionar mensagem verbal e não-verbal;

o Correlacionar cultura informal e formal;

o Conhecer e respeitar as variantes lingüísticas do português falado;

o Desvendar as formas coloquiais da linguagem;

o Produzir textos;

o Assistir o filme do Chico Bento;

o Comparar e estudar a vida no campo e a vida na cidade;

o Intercâmbio de cartas entre os alunos da Zona Rural

o Diferenciar as culturas dos alunos e do personagem;

o Estudar tipos de animais da fazenda;

o Resgatar o folclore: Brincadeiras, comidas típicas, danças, músicas...

o Preservação do meio ambiente;

o Ler gibis de histórias em quadrinhos;

o Resgatar valores de simplicidade, solidariedade, que nas cidades grandes estão sendo esquecidas.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

PORTUGUÊS

• Sugestões do nome da mini-biblioteca;

• Correlação entre o texto verbal e o visual - Explorar os desenhos como elementos significativos da mensagem. (explorar a capa e histórias mudas)

• Assistir fitas de vídeo da Turma da Mônica.

• Expressão dos personagens: observação aos gestos, expressões faciais e mudanças no tom de voz dos personagens (pelo desenho das letras). Contar o que leram para a classe observando a seqüência dos acontecimentos na história.

• Descrição de personagens: Após a leitura, propomos que os alunos observem as características das personagens. (explorar valores, higiene, linguagem, cultura) - Por exemplo: a Mônica usa um vestido vermelho, é dentuça e tem um coelhinho azul de pelúcia. É muito forte, amiga da Magali, é líder da turma, mas bate nos amiguinhos; - Cascão não gosta de tomar banho, tem medo da água e é amigo inseparável do Cebolinha – Cebolinha troca de letras - Chico Bento mora no campo é humilde, gosta de levar uma vida mais natural, diferença cultural e valores.

• Leitura oral: A leitura compartilhada é um ótimo recurso para o avanço do domínio da escrita. Leitura compartilhada de vários tipos de textos.

• Estudar e investigar os tipos de balões (fala, pensamento, sonho, amor, grito, cochicho, contendo palavras ou onomatopéia ).

• Criação de diálogos: criar falas para os personagens, a partir da observação da imagem. Observar que os quadrinhos são do gênero narrativo, pois “contam” uma história inventada, com começo, meio e fim. Comparar com outros textos narrativos.

• Ortografia: Selecionar gibis do Chico Bento, desafiar os alunos a identificarem as palavras que ele “fala” errado. Explicar que a escrita depende de uma convenção, que é a ortografia, para facilitar o entendimento do que se lê. Corrigir os erros ortográficos. Podem consultar o dicionário. Elaboração de uma tabela em cartolina e expô-la para a classe.

Chico Bento Regra ortográfica

Aminhã amanhã

percurano procurando

• Reescrita da história em quadrinhos: observar a narração, travessão nas falas dos personagens.

• Produção de história em quadrinhos: (Mudando o final da história; recortar gibis e montar novas histórias; copiar a imagem de seus personagens favoritos na criação de histórias)

• Exposição dos trabalhos: A coletânea das HQs criadas pela turma podem ser organizadas em forma de gibis ou em painéis;

• Controle de empréstimos da Mini- biblioteca ;

• Elaborar um caderno de empréstimo. Cada aluno poderá levar uma quantidade estipulada de gibis para a casa, devolvê-los na data marcada.

• Ficha de controle de Leitura (colar no caderno, no final do bimestre ressaltar os alunos que leram mais quantidade. Trabalhar em Matemática – gráficos das revistinhas mais lidas, alunos e número de revistas lidas...)

Data Nome da revista ou livro Autor ou Número da revista História que mais gostou

Prêmio para o aluno que ler mais.

• Hora do conto - recomendar a revista – contar a melhor história , personagens, o que mais gostou ou o que não gostou.

• Campanha para arrecadar livros e revistas para a Mini- biblioteca.

• Pasta da leitura. Toda semana um aluno levará para casa uma revista ou livro com o caderno “Nossas Produções”, fará uma ilustração e o reconto da história lida.

MATEMÁTICA
• Contagem do acervo da Mini- biblioteca ( Gráfico e tabela)

• Controle de Retiradas: estipular as regras de empréstimo. Ao final do mês, deverão contar o número de exemplares, a quantidade de entradas, saídas e doações.

• Levantamento de dados: A cada mês podem fazer um levantamento do percentual de cada item. Após, deverão criar um gráfico dos mais lidos, alunos que leram mais.

• Leitura de gráficos e tabelas: expor a leitura do gráfico para a classe, citando se houve queda ou aumento dos livros e revistas.

• Problemas práticos. Elaborar situações problemas envolvendo o acervo da mini-biblioteca.

• Explorando as capas das revistas:

Comparar os preços e datas das revistas antigas.

6)OFICINA INTERDISCIPLINAR DESENVOLVIDA PELOS PROFESSORES EM PARCERIA COM O PROJETO SEMEANDO





1. Sol de Primavera

Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos
Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos

Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez

Já sonhamos juntos semeando as canções no vento

Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar

Já choramos muito, muitos se perderam no caminho

Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer

Sol de primavera abre as janelas do meu peito

a lição sabemos de cor

só nos resta aprender...
2. TEXTO: A alma da escola

Berenice Gehlen Adams

Era uma vez uma Escola. Uma Escola que nasceu de um sonho: o sonho de tornar as pessoas capazes de viver em sociedade com amor, respeito, alegria, de forma organizada, onde cada um aprenderia a desenvolver seu potencial criativo para bem viver com todos os seres, em um ambiente saudável e feliz. Era uma Escola que educava para a vida. Nesta Escola havia muitos professores e alunos que viviam alegres e em harmonia. Uns aprendiam com os outros; todos ensinavam a todos. Aprendiam que tudo na Terra tem valor. Sempre respeitavam a todos, principalmente os mais velhos. Eram solidários, amigos e demonstravam uma grande integração e respeito ao ambiente.

Com o passar dos anos, a Escola foi crescendo e aos poucos foi mudando. Só que esta mudança não foi uma boa mudança porque os professores começaram a ficar severos, punitivos, exigentes, e tudo o que tinha valor eram notas altas, letra bonita, bom comportamento, conhecimento - quanto mais, melhor. Com isto as crianças deixaram de ser alegres e curiosas. Estudavam para tirar boas notas, escreviam bonito para agradar o professor, decoravam a matéria para provas e comportavam-se bem para evitar que chamassem os pais, para reclamações. Aqueles que não se enquadravam, passaram a ser considerados incapazes e improdutivos.

Pouco a pouco, a Escola foi ficando cada vez mais triste. Até que um dia a alma da Escola começou a chorar muito. Pois é, Escola tem alma, vocês sabem... Vendo aquela triste mudança a Escola pensou: “Tenho que fazer alguma coisa! Isto não pode continuar assim!”. Foi então que ela se lembrou do velho Sábio que morava numa montanha próxima. O Sábio conhecia a Escola desde pequenina. A Escola chamou o passarinho bem-te-vi, que voava por ali, e pediu que mandasse um recado ao Sábio. O pássaro, sem demora, voou até o alto da montanha, e com um belo, mas triste, trinado, passou ao sábio o recado.

Antes de descer a montanha, o Sábio entrou na caverna, pegou algumas sementes, enrolou-as numa folha de bananeira e seguiu em direção da Escola.

Chegando lá, o Sábio logo viu que as coisas não andavam bem. Percebeu que estava faltando, naquela Escola, o principal: o amor pela vida. Ficou observando como as crianças brincavam/brigavam e como os professores davam suas aulas. Como era um sábio, logo entendeu o por quê da Escola estar pedindo socorro. Esperou o sinal do final da aula e depois que todos haviam partido para suas casas, sentou-se no pátio e, de olhos fechados, pôs-se a conversar com a Escola.

- Querida Escola, vejo que as coisas não vão bem, mas não fique triste. Estou aqui para ajudá-la!

A Escola, então, falou:

- Sabe o que é, Sábio, não estou me sentindo muito bem. Sinto muito frio e muita tristeza, pois ninguém mais sorri como outrora. As crianças estão ficando adultas cedo demais. Brigam, competem, não lêem mais histórias e falam como se fossem “gente grande”, e o que é pior, os professores valorizam mais as crianças que se portam assim. Não estão mais preocupados em educar para a vida e sim educar para o trabalho, para o vestibular, e para melhor competir com o seu semelhante. Isto está gerando muita discórdia e ressentimento. Eles estão, professores e alunos, distanciando-se cada vez mais do ambiente e dos seres que também têm direito a vida. O que devo fazer, Sábio? Estou muito fraca e acabarei morrendo. O que restará será simplesmente um prédio frio, sem vida, sem alma, apenas um depósito de pessoas grandes e pequenas...

O Sábio, após pensar um pouco, falou:

- Este é um sério problema, Escola, mas todo problema tem solução. Trouxe comigo algumas sementes de conscientização que colhi de uma linda árvore. Elas serão espalhadas antes do início das aulas. Logo, começarás a sentir alguns efeitos. Quando as sementes começarem a brotar, professores e crianças ficarão mais sensíveis e começarão a sentir falta do contato com a natureza, do respeito, da amizade, do amor. Aos poucos passarão a perceber o que é realmente importante para a vida e tudo começará a modificar.

- Mas, Sábio, como farei isto? Como poderei espalhar as sementes?

O Sábio riu e disse:

- Não te preocupes! Deixarei as sementes no canto do telhado e pedirei ao amigo Vento para fazer isto. Durante sete dias ele soprará estas minúsculas sementes que se espalharão pelo ar e entrarão no coração de cada um. Aos poucos as sementes germinarão e frutificarão. Porém, é preciso ter paciência.

A Escola respondeu que era difícil ter paciência, mas que iria fazer um esforço, pois sabia que valeria a pena. Falou, então, ao Sábio:

- Sábio, sei que não deveria ter deixado chegar a este ponto tão crítico. Mantive meus olhos fechados por muito tempo e não estava conseguindo ver esta realidade, até que a tristeza passou a ser insuportável. Acredito que vamos conseguir, com estas sementes, trazer de volta a VIDA e o AMOR que está faltando.

E o Sábio diz:

- Escola, tenha fé e confiança. Logo, logo perceberás as mudanças. Na medida em que conhecerem melhor a si próprios, tanto professores como alunos, passarão a ver e viver com respeito por tudo e por todos. E isto sairá pelos portões afora, chegará aos lares e por fim estará em todos os lugares: fábricas, indústrias, igrejas, hospitais, parques, florestas... Agora, tenho que ir!

A Escola despede-se do Sábio com palavras de agradecimento, e de repente, chama-o de volta:

- Senhor Sábio, tenho uma pergunta! Onde conseguiste tais sementes? Que árvore tão maravilhosa é esta?

O Sábio retorna alguns passos e responde serenamente:

- Foi numa árvore especial, muito grande, muito linda, mas pouco conhecida e compreendida. É chamada Árvore da Educação Ambiental.
Daquele dia em diante, a alma da Escola voltou a sorrir...

3. MOMENTOS DE REFLEXÃO

Se a Terra falasse
Eu me chamo Terra. Tenho 4,6 bilhões de anos e abrigo centenas de milhares de seres vivos. Possuo muitas riquezas e inúmeros ecossistemas. Os oceanos cobrem cerca de dois terços de minha superfície. Sou envolvida pela atmosfera que chega a algumas centenas de quilômetros acima da minha crosta. Estou mudando constantemente desde que nasci. Por exemplo, na Era Glacial estive coberta por uma grossa camada de gelo. Houve o tempo dos Dinossauros que dominavam grande parte de meu ambiente, e que devido a mudanças naturais bruscas, não resistiram e acabaram morrendo. Apesar de todas estas mudanças, sentia-me bem, pois sabia que tudo fazia parte de um ciclo natural.
Muito tempo se passou e hoje em dia sinto-me fraca, muito fraca... Minhas florestas estão sendo destruídas por queimadas e desmatamentos, provocando inúmeras perdas de espécies animais e vegetais. Meus rios e oceanos estão sendo poluídos com lixo, dejetos e rejeitos de indústrias, e minha atmosfera está sendo danificada. O lixo acumulado demora para se decompor provocando feridas em minha crosta. Tudo está sendo destruído e só porque sou muito grande, apenas poucos acreditam que estou correndo perigo de vida, bem como todos os seres vivos que abrigo. Os próprios humanos (responsáveis por todo esse caos) sofrem de inúmeras enfermidades causadas pelo desequilíbrio ecológico, contaminação das águas, poluição, e nem por isso tomam as providências necessárias para reverter esta situação.
Eu sou o seu Planeta, o seu paraíso, presente de Deus, que lhes oferece tudo o que é necessário. Preciso da sua ajuda e peço que cuidem bem de mim plantando, reciclando, despoluindo, para que possamos viver em harmonia novamente, para que muitos animais e plantas continuem vivendo e para que as condições de vida humana melhorem, antes que seja tarde demais...

Berenice Gehlen Adams

O homem através do tempo degrada e destrói com desrespeito e irresponsabilidade, desequilibrando o meio ambiente, sem ter consciência de que as conseqüências reverterão em seu prejuízo, pondo em risco a sustentabilidade de todas as espécies.

Desmatamos para “abrir” mais espaço, destruímos fauna e flora, sem analisar as probabilidades de futuro. Desequilibramos o ambiente, com desculpa de progresso, de tecnologia. Hoje só conhecemos muito das maravilhas do mundo, através de relíquias dos antepassados (fotos, desenhos, videos). Para resgatar o que restou e preservar o que ainda existe, a ECOLOGIA propõe um trabalho sério, consciente e perseverante, plantando já a semente da consciência, sendo um longo e árduo caminho a percorrer.

Hoje muito tem se pensado em soluções para os problemas ambientais, muitos são os eventos com o objetivo de discutir os problemas ambientais, surgem sendo organizados por Universidades, Ongs, Escolas, Empresas. Pode-se, enfim dizer que algo começa a surgir, possibilitando assim agilidade na recuperação dos danos causados à natureza.

Um dos caminhos é conscientizar as comunidades desta urgência, usar a tecnologia em benefício do meio ambiente, incentivar a participação de todos com a determinação de mudar comportamentos e assim formar dentro de cada um, princípios de Cidadania Ecológica.

Embora a tecnologia seja a dinâmica do século XXI o homem precisa se conscientizar de que o equilíbrio da natureza é o grande tesouro que deixamos para as gerações futuras.

Nossa meta é a retomada da responsabilidade, do bom senso, da preservação, só assim conviveremos em PAZ COM A NATUREZA.


7) OFICINA INTERDISCIPLINAR- ESTUDO DE PLANTAS MEDICNAIS

Projeto Meio Ambiente – Sustentabilidade

JUSTIFICATIVA

O Planeta está seriamente adoecido devido a várias degradações ambientais, portanto temos o compromisso de desenvolver através de programas e projetos, valores de respeito, amor e cuidado com o meio ambiente, estando estes com uma mentalidade sustentável.

Principalmente considerando que a escola está inserida no meio rural e a sobrevivência dos alunos está diretamente relacionada a fatores ambientais.

OBJETIVO GERAL

Despertar nos alunos a consciência ecológica possibilitando que conheçam claramente o meio em que estão inseridos e saibam prevenir e solucionar danos ambientais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Propiciar medidas de ação amparadas por instituições especializadas em questões ambientais;

- Erradicar o desperdício, vivendo sustentavelmente;

- Conhecer as ervas medicinais e suas propriedades.

DESENVOLVIMENTO

- Estudos de textos relacionados às degradações ao Meio Ambiente. Trabalhando a situação atual da localidade e posteriormente do planeta.

- Visita à farmácia VERDE VIDA do Centro Universitário de Lavras e seu horto medicinal.

- Foi feito estudo das plantas medicinais existentes na região e suas propriedades, dando ênfase à calêndula, babosa, malva, barba timão e o tubérculo inhame.

- Após vivenciar as fórmulas da farmácia VERDE VIDA, os alunos juntamente com a professora de Ciências e Educação Ambiental elaboraram uma loção natural com ervas benéfica no tratamento da acne, com orientação de profissionais especializados.

- Os trabalhos foram expostos e utilizados pelos alunos.

CULMINÂNCIA

Exposição na Feira de Ciências da loção e dos estudos das Plantas Medicinais utilizadas, que ocorre anualmente na praça principal da cidade, onde todas as escolas expõem seus trabalhos.




8) OFICINA “SEMANA INTEGRADA DE VALORES HUMANOS”

V SEMANA INTEGRADA DE VALORES HUMANOS

ESCOLA: PROMOÇÃO PARA UMA VIDA MELHOR


Escola Municipal Vicentina de Abreu Silva

Lavras - MG

“FAZER DO SONHO, UMA PONTE, DA PROCURA, UM ENCONTRO.”

Nós, professores, funcionários, alunos e coordenadora da E. M. Vicentina de Abreu Silva estamos promovendo a V SEMANA INTEGRADA DE VALORES HUMANOS, que acontecerá nos dias 08 à 11 de setembro de 2009.

É com grande alegria que convidamos Vossa Senhoria para participar desse evento que tem por objetivo orientar nossas crianças e adolescentes, preparando-os para enfrentar com convicção e presteza os desafios contemporâneos, ensinando-os a se colocar, cada vez mais, como sujeitos conscientes e responsáveis no seu processo de crescimento e amadurecimento com segurança, felicidade e saúde.

PROGRAMAÇÃO

Dia 08/09/09 – terça-feira VONTADE DE VENCER

Local: E. M. Vicentina de Abreu Silva.

Horário: 9h 30 min às 11h 15 min

Palestrantes: Vanilha Aparecida dos Santos

Psicóloga e Técnica em Enfermagem

Hosana Zacaroni

Médica Veterinária


Dia 09/09/09 – quarta-feira SUPERAÇÃO

Local: E. M. Vicentina de Abreu Silva.

Horário: 9h 30 min às 11h 15 min

Palestrantes: Professor Vicente Gualberto - UFLA

Neide Souza


Dia 10/09/09 – quinta-feira COMPROMISSO

Local: E. M. Vicentina de Abreu Silva.

Horário: 9h 30 min às 11h 15 min

Palestrantes: Telma Garcia Dessimoni

Irene Alves Pádua

Maria Aparecida Vilas Boas

Professoras aposentadas das comunidades do Setor Trevo de Lavras


Dia 11/09/09 – sexta-feira DEDICAÇÃO E ALEGRIA

Local: E. M. Vicentina de Abreu Silva

Horário: 9h 30 min às 11h 15 min

Palestrantes: Encerramento

JUSTIFICATIVA
Nos tempos atuais viver tem sido um desafio um tanto assustador, pois junto a modernidade surgiram ou tornaram evidentes vários fatores de risco como drogas, violência, doenças, dentre outros riscos que rodeiam nossas crianças, adolescentes e jovens.

Visando influenciar de maneira positiva e acompanhar o desenvolvimento das crianças, dos adolescentes e dos jovens de nossa comunidade, abordando assuntos que esclareça e o alerte para os eventos do dia a dia, fez-se necessário a elaboração deste projeto.

OBJETIVOS

- Propiciar aos alunos e comunidade palestras com temas interessantes e atuais de acordo com a necessidade mais evidente do momento;

- Esclarecer as dúvidas existentes com profissionais especializados no assunto;

- Possibilitar que os alunos conheçam experiências novas de pessoas que apresentem propostas de crescimento, respeito, cuidados, enfim dicas que proponham um desenvolvimento saudável dos indivíduos;

- Auxiliar os professores enriquecendo ainda mais sua prática diária.

DESENVOLVIMENTO

- Uma vez ao ano a escola prepara uma atividade diferenciada durante uma semana;

- Professores e funcionários escolhem um tema que esteja burlando o bom desenvolvimento, físico, emocional ou cognitivo das crianças, adolescentes e jovens;

- Em seguida faz um levantamento de profissionais especializados no assunto escolhido e os convidam para exporem seus conhecimentos aos alunos;

- Os convites são elaborados com a participação dos alunos que expressam seus talentos;

- Nas aberturas de cada palestra são feitas apresentações pelos alunos e professores relacionadas ao tema.

AVALIAÇÃO

Os alunos serão avaliados através dos questionamentos e comentários feitos após as palestras e também na mudança de comportamento no decorrer do dia a dia.

9) CULMINÂNCIA DO PROJETO

Apresentação do Telejornal Rural e Mostra dos Trabalhos























" Imagino uma escola, lugar de sonhos e fantasias, onde o corpo faminto de SABER encontre o SABOR da descoberta, o prazer de aprender..." (Rubem Alves)

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